Psicologia Forense e Investigativa

19/05/2011

O conceito de Psicologia Investigativa

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A Psicologia Investigativa visa a compreensão psicológica de um criminoso (perpetrador), de sua atividade criminal, auxiliando o seu processo de prisão para apresentação à Justiça. A Psicologia Investigativa
surgiu com os trabalhos de elaboração de “perfis criminais” realizados pela Unidade de Ciência Comportamental da Academia do FBI em Quântico – Virgínia.
Mas, a Psicologia Investigativa teve sua origem científica a partir dos trabalhos de David Canter em 1992, que passou a utilizar uma base mais científica, introduzindo conhecimentos de Psicologia Social e
Ambiental. Assim, os trabalhos da Psicologia Investigativa vão além da mera confecção de “perfis psicológicos ou criminais”.
A principal dificuldade encontrada na criação da Psicologia Investigativa foi conciliar a cultura do meio acadêmico com a cultura policial, que muitas vezes trabalham com parâmetros opostos, mas que podem
perfeitamente se harmonizarem.
No Brasil, muitos psicólogos, por mero desconhecimento, ideologia política ou mesmo por incapacidade de trabalharem com o Sistema de Justiça Criminal, apresentam um discurso de resistência a este tipo de
atividade, tendo como alegação maior as questões éticas ou mesmo de ofensa aos Direitos Humanos.

A diferença entre Psicologia Jurídica e Psicologia Forense

A Psicologia Forense possui uma atividade exclusivamente pericial e tem como objetivo o esclarecimento de dúvidas situadas no campo psicológico,
dúvidas estas que precisam ser esclarecidas perante o Sistema de Justiça Criminal, compreendido pelos juízes, promotores e até mesmos autoridades
policiais (delegado de polícia) antes uma necessária tomada de decisão.

Erroneamente, no Brasil se considera a Psicologia Jurídica como sinônimo de Psicologia Forense e esta confusão foi consolidada quando o Conselho
Federal de Psicologia reconheceu apenas a especialidade de Psicologia Jurídica.

A diferença principal entre a Psicologia Forense e a Psicologia Jurídica está no momento de atuação. Os trabalhos realizados pelos psicólogos forenses
são, via de regra, realizados ainda na fase de instrução do processo criminal, portanto, a situação jurídica do investigado ainda não está definida
e os trabalhos forenses (perícia) têm como objetivo a produção de prova. Já os Psicólogos Jurídicos, embora também possuam atividades periciais, sua
atuação é essencialmente na fase pós-processual.

Assim, os Psicólogos Forenses atuam em atividades periciais tais como: perfil psicológico de provável criminoso, avaliação de testemunho e
credibilidade, constatação de danos psíquicos entre outros.

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